Felipe Lacerda - o escritor que diz Ni

Janeiro 27 2010

Depois de certo recesso, estou aqui devolta. E gostaria de dizer que venho acompanhado meu próprio blog (???) esse tempo todo, inclusive comentado nele como um leitor (usando meu nome mesmo). E estou realmente espantado abismado com a quantidade de pessoas que comentaram em posts diferentes, com opiniões diferentes e as mais variadas possíveis sobre ó último post. Embora não deva explicar, eu vou: Fui promovido no emprego  e essas duas últimas semanas foram tragicamente desgastantes, repleta de pepinos a serrem resolvidos e reuniões chatas de empreendedorismo (empreeder não é chato, mas divagar sobre, é). Seguindo à risca o curso do meu plano audacioso de enriquecer até Maio, fui promovido na empresa onde trabalho. Aplausos para o empenho do loiro aqui, que agora é Orientador Comercial. Não apenas vendo como sou responsável pelos empreedimentos da empresa nesse âmbito. É todo um trabalho sendo reconhecido, isso é legal. Trabalhoso, mas legal.  

Mas enfim, é o seguinte: Ser um escritor é quase nada se você não for lido. Tentei dizer isso para um "N" número de pessoas que conheci ao longo desses 22 longos-anos-luz. 

E hoje, sentei na cama, liguei o som e deixei Damien Rice cantar baixinho. Eram 7 e meia da manhã. Passei 2009 inteirinho na cabeça, e ainda o cadinho que rolou de 2010 até agora.

Contabilizei lucros financeiros, contabilizei avanços na qualidade de vida. Contabilizei evoluções emocionais e de maturidade. 

Mas principalmente, contabilizei isso: Reconhecimento pela arte que faço.

Falta ainda um longo processo de descobertas e avanços, falta muito a ser feito e visto.

Mas do que já foi, tô com um puta orgulho. Coisas que nem preciso listar aqui, que se checar bem pelo blog vai sacar logo o que é. Da literatura ao vídeo, da música ao relacionamentos interpessoais. Da vida ao cinema mudo. 

Pessoas que conviviam comigo a dois anos atrás iriam adorar estar aqui agora.

Uma rede lançada em alto mar me trouxe peixes e pérolas.

Li grandes livros. Escrevi grandes livros. Saciei minha sede de amor, há agora espaço para o novo, o inédito, o que nem sonhei ainda.

Todo mundo achou que a "cartinha" que publiquei para Mariana Martins foi uma declaração de amor. Mas na verdade foi um tchauzinho dispistado, tímido, um adeus que a gente não quer dar, mas a vida acelera para todos os lados. Aquela cartinha, na forma de um singelo bilhete pueril, é só um beijo na bochecha ao se despedir de alguém que se gosta muito.

Vai com os anjos, linda.

Outra coisa: Quero agradecer efusivamente o comentário do digníssimo ex-guitarrista da nossa Borboleta Mecânica, Daniel Wanellle.  Você estava lá, cara. Só nós sabemos o frio que era subir no palco. Só nós sabemos, amigo, o terrível que foi saber demais.

Te adoro, cara. Sorte no C-4, sorte onde quer se meta. Que tomemos muitos porres juntos pela vida afora.

E aproveitando o embalo, um trecho do comentário dele, que eu achei especificamente curioso, inteligente e engraçado, como sempre somos por aqui:

 

"...o pessoal já comentou tudo aí em cima, mas voce escreveu uma coisa que eu fiquei aqui pensando, realmente a fêmea humana (leia-se mulher) é a unica que precisa ser mais bonita para conquistar o macho(leia-se caboco), aí eu lembrei do galo-da-serra uma ave que o macho exibe uma plumagem belíssima de cores quentes e uma crista parecendo um leque extremamente bonito já a fêmea é feia demais mais muito feia mesmo! kra! se eu fosse um galo-da-serra eu virava gay, juro."

 

Um abraço pra todo mundo que conheci nesses últimos tempos e os que já conheci de outros natais.

Você são muito, muito mesmo pra mim. Não duvidem disso.   

 

publicado por Felipe Lacerda às 18:26

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