Felipe Lacerda - o escritor que diz Ni

Outubro 15 2009

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ALERTA IMPORTANTE:

O seguinte post pode conter ofensas morais

e éticas à pessoas de personalidade sensível.

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Começou aqui mesmo, na internet. Estava encomendadndo o box da primeira temporada de Dr. House no Submarino. E meu cartão de crédito deu pau. Sei lá, não aceitou, deu pau. Limite ultrapassado, provavelmente. Aguardar até mês que vem, pagamento da fatura. A moça do banco - aquela vampira insensível e mal amada - disse que por hora é impossível aumentar meu limite.

Aí você do outro lado (da existência, talvez) está pensando: "Porque raios Felipe Lacerda está dando crise por causa do cartão de crédito? Daqui a pouco ele vai escrever um post sobre Malhação!"

Nada disso. Comecei o texto com esse chilique de consumismo frustrado por uma razão deveras sinmples: Estou farto disso tudo. Quero dizer, não de tudo exatamente, mas de uma boa parte de tudo. Cansei de pessoas intelectuais demais, pessoas burras demais, pessoas caretas demais, pessoas modernas de mais e das demodès demais também. Cansei da imbecilidade perene na superfície do Homo sapiens. Quero estudar, quero ser gente, como diz meu pai. Seja pra aumentar o limite do meu cartão de crédito ou para conhecer o real sentido do fenômeno que é existir. Quero ficar rico, eticétera e tal. Aquele papo senso comum de gente que pensa de forma comum. Depois de ser extenuantemente dissecado feito um alien na Área 51, decido-me por duas coisas: Ou parto do mundo ou parto-o ao meio.

Para tanto lancei-me numa empreitada maluca. Resolvi mudar tudo de direção. Se antes eu estava convicto a fazer Comunicação, por razões óbvias até, agora decidi-me por Psicologia. As razões não caberiam aqui e eu não teria saco para descrevê-las e/ou muito menos, explicá-las. Mas já que os criticosos da minha franqueza insistem em chamar esse blog de "Diário do Felipe", vou tratar as coisas da seguinte forma: Quando me vierem com seus dardos de tranquilizantes, eu vou responder à altura, tá?

Dito isso, "querido diário", gostaria de compartilhar com vossa eloquência meus recentes desafetos e minhas mais novas medalhas de honra ao mérito.

Como a deficiência de caráter me impulsiona a clichês inéditos, ganhei a indicação literária do concurso de literatura (dãã) de uma escola que estudei há eras atrás. O que não é nada extraordináriamente notável, mas valeu muito. A escola é o CAIC - PAdre João Bruno - Diviníopolis, MG, esse antro de pecados omissos.

Certo. Absolutamente tocante a "cerimônia" que rolou na própria escola, ocasião de um evento cultural. Lindo, lindo, todo mundo perguntando tudo e eu me sentindo um clone loiro do Paulo Coelho.

Bem...pulemos esse assunto. Quem me conhece sabe que eu ADORO me exibir, mas é por conta própria. Quando OUTROS me exibem, eu tenho uma tendência a enrubescer. O que quero realmente dizer com isso é o quanto foi complicado encarar uma platéia de 15 a 18 anos e elucidar em palavras politicamente corrretas o conteúdo do meu livro que se chama ... hãhã... POR ENTRE SUAS PERNAS.

Que não é um livro erótico de forma alguma, mas quem o leu sabe muito bem que não dá para explicá-lo sem falar em sexo, tesão, desejo, carne, paixão, luxúria, amor X compromisso. Não foi fácil e não acho que tenha conseguido. Alguns professores olharam torto e outros quase cortaram os próprios pulsos. Mas ao cabo deu tudo certo e passei uma agradável tarde no meu espaço preferido de qualquer lugar: O Refeitório. E cercado de adolescentes, pré-adolescentes e adultos mirins, todos perguntando isso e perguntando aquilo. 

Isso é legal, legal mesmo.

Só que alguns aspectos práticos da minha vida estão meio pendentes. Isso me irrita, e irrita mais ainda o modo como eu sou negligente com isso na maior parte das vezes. Por exemplo, tenho 22 anos e ainda não comecei NENHUMA faculdade. Tá (passando da) hora de resolver isso. O grande 180 que dei foi justamente alterar os planos de Comunicação para Psicologia, mas isso tem uma motivação razoável. Para tanto preciso passar na porra do caralho da merda da desgrama da incomensurávelmente estúpida instituição de seleção universitária chamada VESTIBULAR. 

Ahn... para ser bem realista, isso não me assusta. Não mesmo. Sou um cara de sangue frio e arrogantemente auto-confiante. O que está me deixando apequetado é se estou escolhendo o curso mais apropriado aos meus anseios futuros. Eu sou escritor, quero continuar fazendo isso. Mas quero também escrever roteiro para cinema e TV, teatro... além de atuar neles. E isso inclui direção, não apenas roteiro.

É megalomaníaco, eu sei. É absolutamente impprovavél um sucesso nessa área, eu sei. E sei também que você aí está pensando que minhas chances giram em torno de 1 ou 2%, caso eu tenha sorte.

Acontece que ser escritor também era... IMPROVÁVEL no centro-oeste mineiro, em Divinópolis, longe demais das capitais.

E posso botar aa cabeça no travesseiro e dizer que consegui isso também.

Agora, explicar onde a Psicologia entra nisso tudo é um pouco mais complicado e demanda um pouco mais de tempo. Fica para uma outra ocasião.

Por enquanto, vão torcendo pra mim que o vestibular é agora em Novembro.

Urucubaca e Mandinga, invoquem seus espíritos, garra aí com o santo, providenciem os incensos e ebós... e se sobrar tempo, cruzem os dedos.

Fiquem em paz que eu tô indo na maior onda. E obrigado por me aturarem aqui quase todo dia, nem sempre com um sorriso ou palavras de amor. Você são demais mesmo.

Carinhosamente,

Felipe Lacerda - o gatuno de olhos amendoados e sorriso sacana pra disfarçar o mau humor latente.

publicado por Felipe Lacerda às 12:17

Não sei como, mas tá aí nos comentários:

http://estamosnamerda.blogspot.com/2009/10/quero-ser-john-malkovich.html

Maldito a 16 de Outubro de 2009 às 00:07

Fui cai aqui no seu blog. haha
E ainda li seu post. Vai tentar qual Universidade, Felipe?
Rosana a 16 de Outubro de 2009 às 15:18

Não!
Você não vai fazer isso!

Aff

Você é volúvel demais. Outro dia era Belas Artes, depois Comunicação, depois Psicologia. O próximo vai ser Física ou Matemática? Veterinária?

Ai ai ai ai ai

Bem. Quem sou eu pra julgar?, eu que estou saindo da Psicologia e rumando pra Letras (embora eu tenha certeza que agora é pra valer).
Boa sorte. Boa prova. Estuda muito. E cuidado pra não ficar louco! (sempre me diziam isso, agora vou me vingar!!! XD)
Bárbara a 21 de Outubro de 2009 às 23:10

Alto, loiro, sarcástco, finamente irônico, ator, escritor, ano 87, à alcool, sére luxo, estofado de couro, rodas de liga leve, direção hidráulica...
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