Felipe Lacerda - o escritor que diz Ni

Setembro 22 2009

Recentemente um amigo me pediu para fazer uma análise crítica de alguns textos seus. Eram uma série de poemas muito bem elaborados e meio goticistas, que lembraram muito Álvares de Azevedo. Fiquei bastante lisonjeado com o pedido, afinal ser reconhecido enquanto escritor é um privilégio e é para isso que venho me esforçando muito. Então aceitei a empreitada, mas não sem um certo receio.

Não sou bom em fazer críticas literárias inteligentes. Na realidade, conheço muito pouco daqueles jargões que a Akyra presenteou-me na sua análise ao meu blog. Sei muito pouco sobre classissismo, neoclassissismo, barroco, romantismo, modrnos, futirismos, e todos os outros etcs que se proclamam sobre o assunto. Na boca de quem sabe o que diz essas palavras soam bem, na minha soariam pretensioso demais. Por isso prefiro meus neologismos, minhas próprias definições semânticas. Pra ser bem sincero, quando se trata de mecânica da língua - ou a poderosa e hermética cosmologia gramátical das ordem superiores da academia - eu ainda estou aprendendo a conjugar o verbo fuder na primeira pessoa do singular.

Por isso, acho válida a noção de que eu escrevo bem. Brigadu pelus elogíus. Mas sou péssimo nesse lance de esmiuçar um texto em vertentes, correntes e nuances litarários. Tenho lá minhas amigas que estudam letras - Gente, como esse povo tende a me irritar - que vivem corrigindo minha aplicação desses códigos.

Mas tudo bem, não é mesmo? e eu nem vou dizer que um crítico de literatura é um escritor frustrado. Não, isso seria muito preconceituoso da minha parte (será que alguém viu o sorrisinho?)

Sempre olhei a literatura pela ótica safada da arte, e sinto-me incapaz de passar uma receita de como se faz arte - assim como não sei fazer amor por não saber do que é feito - por isso mesmo, só brinco com essas definições.

Que para ser sincero, são bobagem. bullshit da melhor espécie. Nada defini nem rotula essa "puta" chamada arte, que  tem como detalhe mais belo o fato de ser efêmera como o vôo de uma borboleta.

Embora sabidamente, pelo incômodo e pelo barulho, prefiro minha arte-pernilongo.

Mas é só uma questão de visão e expectativas.

Então vai lá minha definição crítica dos poemas de meu amigo supracitado.

 

"Contrução-retromoderna-de-convulsões-metafśicas-pós-punk-mal-do-século-newage-CUBISTA"

 

Não se ofenda...

publicado por Felipe Lacerda às 15:11

É por aí. Depois que inventaram a desconstrução na pós modernidade, tudo é possível, e nada é fechado mais em rótulos. É a tendência. A gente não quer mais saber daquelas babaquices chatas que deixavam muitos artistas existencialistas do lado de fora, por não se encaixarem em nenhuma regra ou escola.
Mandou bem. Agora, tudo é válido. Tudo é possível.
Bj
Daisy a 22 de Setembro de 2009 às 15:44

qual o nome desse seu amigo?
amanda a 23 de Setembro de 2009 às 14:57

A pergunta que a Amanda queria fazer e não fez: é o Anderson Mileib?
Bárbara a 23 de Setembro de 2009 às 19:10

Não, não é o Anderson Mileib. Mas diria o mesmo sobre ele.
Felipe Lacerda a 23 de Setembro de 2009 às 19:42

Alto, loiro, sarcástco, finamente irônico, ator, escritor, ano 87, à alcool, sére luxo, estofado de couro, rodas de liga leve, direção hidráulica...
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