Felipe Lacerda - o escritor que diz Ni

Fevereiro 13 2009

Num palco atípico um cantor canta com uma roupa estranha, cercado por um bando de doido vestido das formas mais esdrúxulas possíveis. Uns cantam, outros pulam, a maior parte deles brinca e tem até uns que soltam fogo pela boca, seja gasolina ou poesia.

Pensou em TEATRO MÁGICO?

Bom, muito bom, o caminho é esse...

Mas dispa-se dessa generalização primária agora. O Teatro Mágico é uma primeira mensagem, a referência é óbvia e explícita - essa foi a trupe que estapeou minha concepção de música. Parti dela e não vou negá-la. Até porque as referências, como já disse, são óbvias.

Porém, críticas são inevitáveis. Alguém vai dizer que estou copiando outro alguém.

Mas tente escrever o seu antes de ler o livro que o guru lhe deu. Pense em algo mais profundo, mais penetrante, mais viajado.

Gosto demais de Teatro Mágico, mas não somos COVER deles. Somos outra coisa, embora no fim sejamos tudo uma coisa só (nós e o mundo, a arte e o indivíduo).

Borboleta Mecânica é uma banda de Rock, ficou conhecida como uma banda de Rock e agora, traiçoeiramente, eu resolvo mandar o ROCK PARA AS CUCUIAS.

Aprendi a gostar de certas coisas e reafirmei outras tantas que eu JÁ gostava.

Nas primeiras exposições da idéia, já pude angariar um montante impressionante de críticas. Pessoas que me acusaram de estar sendo pouco original. E nem sequer OUVIRAM o que eu queria fazer.

A poesia aprendeu a gostar de mim. Eu que já gostava dela antes, mas nunca fui correspondido. Agora assumimos o relacionamento, a poesia e eu.

Daí o indignado leitor de dedinho em riste esbraveja contra a tela do computador: "_Mas as suas letras são puro ROCK, Felipe Lacerda!"

Verdade absoluta. Mas eis aí a questão: Estou me unindo a outras pessoas, outros universos. Outras metades por aí. Poetas e poetizas. Amanda Aguiar, por exemplo. Pessoas que possuem muito (muito!) mais afinidade com a poesia do que eu, que já convivem estreitamente com ela faz anos. Eu, mero mortal pós-adolescente, empresto apenas minha voz e minhas frases de efeito analgésico. A poesia de outros se incorpora à minha.

Outros, eu disse que haviam muitos outros. É uma trupe, um circo. O teor é um pouco mais incisivo que o lirismo Teatro Mágico, por ser eu e não Fernando Anitelli.

Tem a postura já estabelecida da Borboleta e o teor de minhas músicas, mas a pluralidade da proposta nasce justamente da agregação de novos corações e almas, novos artistas que vieram a descentralizar a coisa de meu umbigo. Agora temos um montante maior de faces, e essa multicultura só vem a acrescentar.

A poesia de Amanda Aguiar

A cenografia e arte cênica de Bruna Alice

A desenvoltura cômica de Rafael Louredo (e sua piromania)

A trupe de Marionetes.

E mais, quero muito mais....

 

Mais informações com o decorrer dos acontecimentos...

publicado por Felipe Lacerda às 15:39

Alto, loiro, sarcástco, finamente irônico, ator, escritor, ano 87, à alcool, sére luxo, estofado de couro, rodas de liga leve, direção hidráulica...
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