Felipe Lacerda - o escritor que diz Ni

Fevereiro 09 2009

Meu verso é tosco, meu verso não tem regra

nem rima nem se entrega, nem foge nem se esfrega

só navega, navega(a)dor

Meu texto é tesão, é rasura, é recorte de costura

é paixão

(do grego Phatos, confundindo-se com seu rmã-mais experiente, a bela Ágape, o amor que devora)

Patologia é a paixão do pato que sou pela vida que já era.

 

Meu verbo é rasgado, chuva de pecado, é palavrão

(palavrão é uma palavra com mania de grandeza)

Grafia errada, ninguém precisa de técnica 

quando tem a arte como companhia

nem que seja sozinha e calada

contando os passos numa rua vazia

sonhando acordada

perdida

 

A arte é um porre de absinto

a técnica é o vazio da alma se enchendo de medidas

quem ensina a desenhar?

quem ensina o macaco a pensar?

 

Acredito que errado é aquele que fala correto e não vive o que diz.

 

 

publicado por Felipe Lacerda às 17:12

toca aqui, guri!
amanda a 9 de Fevereiro de 2009 às 18:56

Alto, loiro, sarcástco, finamente irônico, ator, escritor, ano 87, à alcool, sére luxo, estofado de couro, rodas de liga leve, direção hidráulica...
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