Felipe Lacerda - o escritor que diz Ni

Janeiro 14 2009

É fato conhecido que muito pouco sei sobre ficar sozinho. Não gosto e não nasci pra isso.

No entanto, encontro-me à beira dos...calculando...quatro meses, eu acho. Quer dizer, quatro meses (mais ou menos) desde o último relacionamento oficial.

Isso não significa que eu tenha estado inativo, naturalmente. Quem fica parado é poste e guarda inglês.

Acontece que estou solteiro, é isso o que está, digamos, incomodando meu estado de espírito.

Bem..Não quero transformar esse blog num diário nem nada assim, mas é que meu analista está em férias em algum ponto exdrúxulo do Atlas, e o desgraçado desligou o celular, muito esperto que é.

Então eu preciso desabafar.

Isso está mesmo me incomodando. A vida de freelancer  nem é tão ruim. Aliás, tem lá suas compensações vantajosas e descompromisso casual.

Mas e quando a barra aperta, a angústia e solidão batem, dá aquela puta vontade de assistir filme abraçado no sofá usando uma pantufa ridícula e comendo qualquer coisa que aumente colesterol?

E quando dá 3 da manhã e não tenho ninguém pra ligar só pra dizer que não consigo dormir?

E com quem vou ficar discutindo a lógica do caos e outras futilidades da existência?

E quem RAIOS vai rir de minhas piadas, quando nenhum amigo estiver por perto?

Quem vai me ouvir chorar feito criança por alguma frustração cotidiana, só pra no dia seguinte me dizer o quanto a cena foi patética na terceira pessoa?

Quem irá me dizer que não sou o centro do universo, que estou mais para criancinha carente, só para me por no colo e me encher de beijinhos?

Com quem eu vou cantar na chuva, pagando o maior mico?

Quem vai discutir filosofia alemã, meu deus???

Quem vai me acordar pra dizer que precisa ouvir minha voz?

Quem vai me vigiar caso eu esteja planejando aquela merda épica que vai fuder minha vida?

Quem vai ter ciúmes das menininhas?

Quem vai me pentelhar com provas de amor?

QUEM??? QUEM???

 

Claro que de mulheres minha agenda está cheia. De colos femininos não é exatamente minha carência.

O que tô falando aqui é de cumplicidade. Não é de sexo nem de beijo na boca. Isso eu consigo com outras garotas sem precisar carregar qualquer coleira.

 

Mas sabe...

 

Até disso...

 

Tô sentindo falta de coleira.

 

Mas chega de confissão por hoje. Já dei a minha costela do dia.

publicado por Felipe Lacerda às 17:32

eu só sei que preciso de gente assim para me sentir um pouco mais gente.

oi!
amanda a 15 de Janeiro de 2009 às 19:11

Ainda bem que ainda existe um cara que pensa assim.
"Há um fio de esperança em meio a perdição humana."
Marcella a 17 de Janeiro de 2009 às 01:56

Sempre faz falta alguém assim. Ninguém pode viver só.
Samira a 19 de Janeiro de 2009 às 19:42

Número do meu tel no seu e-mail.
Mariana Martins a 26 de Janeiro de 2009 às 22:22

Alto, loiro, sarcástco, finamente irônico, ator, escritor, ano 87, à alcool, sére luxo, estofado de couro, rodas de liga leve, direção hidráulica...
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